A tristeza de Chet Baker

Chet Baker – a lenda do jazz, filme que está disponível na Netflix, faz um recorte da vida do famoso trompetista norte-americano.

Dirigida por Robert Brudeau, a cinebiografia mostra um Chet já consagrado, nos anos 1960, dividido entre a música, a fama, as mulheres e o vício em heroína.

Às voltas com um filme no qual interpreta a si mesmo, Chet é surrado por traficantes e perde os dentes frontais. Para um trompetista, é como uma sentença de morte.

O episódio real, dramatizado na película, marca um ponto de inflexão na carreira de Chet, fazendo-o se recolher e permanecer à deriva por algum tempo, até que, com novos dentes, retoma a capacidade de soprar o instrumento.

No período de convalescença, Chet (interpretado por Ethan Hawke) conta com o amor e a dedicação de sua nova companheira (interpretada pela bela Carmen Ejogo), com quem contracenou nas filmagens.

Seu desejo de ser aceito na Birdland, a mítica banda de Miles Davis, o persegue. Seus encontros com Miles e Dizzy Gillespie rendem alguns dos bons momentos do filme.

O longa-metragem estabelece alguns jogos de representação. As cenas da filmagem fazem parte da narrativa, aparecendo como flashbacks do passado de Chet.

O que vemos é um Chet em luta constante contra o vício que o acabou derrotando. Neste sentido, o título americano do filme, Born to be blue, representa melhor a melancolia do personagem que foi feliz na arte e triste na vida.

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