O Indiana Jones do documentário

O cineasta alemão Werner Herzog parece estar sempre em busca de outro planeta no próprio planeta terra.

Suas incursões cinematográficas por rincões inóspitos e insólitos já o conduziram pelas geleiras da Antártida, pelas cavernas pré-históricas da França e pelo cenário de fim de mundo dos campos de petróleo em chamas na Guerra do Golfo.

Também o levaram a explorar a subjetividade do comportamento humano de um homem urso.

Visita ao inferno, seu documentário que está em cartaz na Netflix, mostra Herzog enveredando pela mesma senda de desafio e perigo.

Dessa vez, o objeto são os vulcões e sua relação com ritos religiosos. Na companhia do vulcanólogo Clive Oppenheimer, Herzog visita algumas regiões afetadas por esses fenômenos naturais.

Em seu périplo, cientista e cineasta percorrem arquipélagos na Austrália, lugarejos na Indonésia, deserto na Etiópia, paisagens vulcânicas na Islândia e a cortina de silêncio na Coreia do Norte.

Em cada um desses lugares, Herzog descobre razões místicas para explicar a fúria devastadora dos vulcões. Na Austrália, um chefe religioso crê que o fogo arde por causa dos espíritos. Ele chega a assegurar, sob o silêncio respeitoso de Clive Oppenheimer, que seu irmão conversa com um vulcão que dormita na região.

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